Dia Mundial do Rim: Os rins podem pedir ajuda, mesmo em silêncio.
13 mar 2026
Devido à ausência de manifestações clínicas nas fases iniciais, a Doença Renal Crônica (DRC) frequentemente é diagnosticada em estágios avançados, o que compromete significativamente a qualidade de vida dos pacientes e eleva os custos associados ao sistema de saúde pública.
Em 2021, estimativas do estudo Global Burden of Disease apontaram que a DRC foi responsável por cerca de 1,5 milhão de mortes, colocando-a na 28ª posição entre as causas de óbito no mundo. Esses dados demonstram que, embora muitas vezes seja silenciosa em seus estágios iniciais, a doença possui impacto significativo na mortalidade global.
Esse cenário reforça a necessidade de prevenção e diagnóstico precoce.
O portfólio de bioquímica Labtest Virtue possui exames fundamentais como creatinina, ureia, taxa de filtração glomerular (TFG) e a relação albumina/creatinina urinária, fundamentais para o rastreio e monitoramento da função renal. Além disso, a linha de quimioluminescência contribui para maior precisão diagnóstica e para o acompanhamento de riscos associados, como complicações cardiovasculares.
Conheça soluções laboratoriais que ajudam no monitoramento da função renal, destacamos:
CREATININA
A creatinina é o metabólito da creatina, importante componente muscular. A creatinina circula pela corrente sanguínea e é quase totalmente excretada na urina, por esse motivo é amplamente utilizada para avaliação da saúde renal. Tanto amostras de sangue quanto de urina podem ser utilizadas na dosagem.
A creatinina não deve ser usada isoladamente para avaliar o ritmo de filtração glomerular ou detectar a presença de doença renal crônica. Isso porque é afetada pela taxa de filtração glomerular e por fatores independentes, como idade, sexo, raça, dieta, massa muscular, drogas, por exemplo.
Desafios na mensuração da Creatinina e suas implicações:
- Correção de interferentes: A interferência das proteínas plasmáticas, presente em alguns métodos, introduz um erro constante na medição o qual pode ser minimizado pela utilização do índice de correção.
- Outros cromógenos: Além das proteínas plasmáticas, há interferência de bilirrubina e lipemia que necessitam de processos adicionais de acidificação e desproteinização para melhoria do método.
- Frequência de manutenção do analisador: a formulação relativamente corrosiva dos reagentes de creatinina pode gerar impregnação de cubetas e tubulações culminando em maior necessidade de manutenções.
Creatinina Enzimática SD Ref. 167 Labtest consegue superar esses desafios:
Metodologia Enzimática: Menos interferentes e maior confiabilidade no marcador endógeno mais utilizado para avaliação da função renal.
- Determinação direta, sem utilização de cálculos adicionais;
- Exatidão e padronização da dosagem de Creatinina;
- Alta linearidade: cerca de 10 vezes superior ao método tradicional;
- Automação com maior estabilidade onboard: calibração estável por até 30 dias e menor consumo de reagentes garantem economia ao laboratório.
UREIA
A ureia é o produto do metabolismo das proteínas e, quando os rins não funcionam, essa substância vai se acumulando no sangue. Concentrações elevadas de ureia podem causar fraqueza nas pernas, náuseas, vômitos, falta de apetite, diminuição do crescimento, palidez da pele, coceira no corpo, cansaço, inchaço e diminuição da urina.
A relação Uréia – Creatinina é muito utilizada para a avaliação da função renal, não sendo recomendado a dosagem de ureia isoladamente para avaliar o ritmo da filtração glomerular ou diagnosticar doença renal crônica.
Desafios na mensuração da Ureia e suas implicações:
- Interferências: concentrações elevadas de bilirrubina, hemoglobina e triglicerídeos frequentemente prejudicam a realização das dosagens de ureia.
- Automação: a instabilidade dos reagentes on board e da calibração faz com que muitos laboratórios optem pelo método manual.
- Valores de referência: em casos de anormalidade, pode ser necessário repetir o teste, gerando retrabalho e aumento do consumo de reagentes.
A Uréia UV Ref. 104 Labtest oferece soluções eficazes para enfrentar esses desafios:
Ampla faixa de medição: menos repetição de resultados anormais, mais economia para o laboratório!
- Possibilidade de aplicação mono e birreagente
- Baixa interferência por lipemia, icterícia e hemólise
- Estabilidade on board de 28 dias e calibração estável por aproximadamente 15 dias
- Alta sensibilidade e linearidade que diminuem a necessidade de refazer testes com resultados anormais.
CISTATINA C
As entidades de saúde em todo o mundo têm demonstrado crescente preocupação com doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), devido ao aumento da incidência. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), dentre as principais causas de morte no Brasil estão a doença cardíaca isquêmica, em segundo lugar, e a doença renal, em oitavo.
Nesse contexto, muitos marcadores estão sendo utilizados para detecção precoce das doenças crônicas permitindo tratamento mais eficiente e melhor qualidade de vida ao paciente. Dentre eles pode-se citar a HbA1c para Diabetes, Troponina I para Infarto e TFG para doença renal.
A taxa de filtração glomerular (TGF) é o método padrão ouro para diagnóstico e monitoramento de doenças renais. O cálculo de TGF considera vários parâmetros, como peso e sexo, além da dosagem de creatinina ou cistatina C. Apesar da creatinina ser amplamente empregada, o uso da cistatina C vem ganhando destaque por ser mais sensível e detectável em fases iniciais da doença renal crônica.
Desafios na mensuração da Cistatina C e suas implicações:
- Interferências: concentrações altas de bilirrubina, hemoglobina, triglicerídeos, ácido ascórbico e fator reumatóide prejudicam a dosagem de cistatina c
- Efeito prozona: amostras muito concentradas apresentam efeito prozona o que pode prejudicar a linearidade do produto e afetar a leitura das amostras.
Cistatina C Turbiquest Plus Ref. 350 Labtest:
Ótima sensibilidade, linearidade e limite para efeito prozona
- Altos limites para interferentes comuns
- Limite alto para detecção de efeito prozona
A Cistatina C tem sido abordada em vários artigos como biomarcador renal e cardíaco. Em estudo realizado pela Universidade Federal de São João Del-Rei, a cistatina C é descrita como marcador ultrassensível da disfunção renal, capaz de auxiliar na identificação pré-clínica de lesões renais.3 Esse estudo ainda descreve a doença renal como fator de risco cardiovascular. Sendo assim, a dosagem da cistatina C é relevante para identificação de doença renal precoce e avaliação de risco cardiovascular.
NGAL
A doença renal pode evoluir de duas formas distintas, aguda ou crônica. A doença renal crônica comumente é uma consequência de outras condições crônicas, como diabetes, hipertensão e doenças autoimunes. A progressão dessa condição é acompanhada através da medição da taxa de filtração glomerular (TGF) e as lesões geradas nos rins são permanentes. O tratamento envolve o gerenciamento das causas subjacentes, manutenção do estilo de vida, e em casos avançados hemodiálise ou transplante renal.
Por outro lado, a doença renal aguda é repentina, causada por lesões renais diretas, choque, insuficiência cardíaca, obstrução de vias urinárias, efeitos colaterais de medicamentos, infecções ou complicações cirúrgicas. Se desenvolve em horas ou dias e necessita de intervenção médica imediata.1
Dessa forma, o diagnóstico de doença renal aguda deve ser diferente da condição crônica. O biomarcador deve ser relacionado diretamente à destruição das células epiteliais dos rins. Assim foi desenvolvido o exame de lipocalina associada à gelatinase de neutrófilos (NGAL). Trata-se de um teste sensível que detecta a lesão renal aguda nas primeiras duas horas.
Desafios na mensuração de NGAL e suas implicações:
- Como a NGAL é uma proteína presente em diversos órgãos, e não somente nos rins, condições inflamatórias extremas, como sepse e câncer, influenciam a dosagem.
NGAL Turbiquest Plus Ref. 365:
- Inflamações causam interferência em amostras plasmáticas, sendo recomendado o uso de amostras de urina.2 O reagente Labtest atende os dois tipos de amostra.
A lipocalina associada à gelatinase de neutrófilos (NGAL) é uma proteína composta por 178 aminoácidos e peso molecular de 25 kDa. Esta proteína é expressa por neutrófilos e células epiteliais, incluindo as células do túbulo renal proximal. Sua função fisiológica é minimizar a apoptose e aumentar a proliferação celular. Além disso, esta proteína pode aumentar a captação de ferro e regular a síntese de heme oxigenase 1 (HO-1), contribuindo para a proteção renal.
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Fonte bibliográfica:
1- Acute Kidney Injury Versus Chronic Kidney Disease. Columbia Doctors, 2024. Disponível em: https://www.columbiadoctors.org/health-library/article/acute-kidney-injury-versus-chronic-kidney-disease/Acesso em: 11 fev. 2026
2- Dusse L. M. S. et al. Biomarcadores da função renal: do que dispomos atualmente?. Universidade Federal de Minas Gerais, 2017.
3- Ministério da Saúde; Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente – Boletim Epidemiológico 12 – 2024.
4- Principais causas de morte no Brasil, disponível no site da Organização Mundial da Saúde.
5- TOFFALETTI, John G. Esclarecendo a confusão entre TFG (taxa de filtração glomerular), creatinina e cistatina C. Acute Care Testing, 2018. Disponível em: https://acutecaretesting.org/en/articles/clarifying-the-confusion-of-gfrs-creatinine-and-cystatin-c. Acesso em: 10 fev. 2026.
6- MARTUCHELI, Karine Farnese Costa e DOMINGUETI, Caroline Pereira. Utilidade Clínica da Cistatina C para Avaliação do Prognóstico das Síndromes Coronarianas Agudas: Uma Revisão Sistemática e Metanálise. Minas Gerais: International Journal of Cardiovascular Sciences2017.
7- Labtest. Dados de Arquivo.
