Em um cenário em que a dengue permanece como um dos maiores desafios de saúde pública do país, a necessidade de diagnóstico laboratorial rápido, preciso e escalável nunca foi tão urgente. Mesmo com redução de casos em relação ao pico epidêmico de 2024–2025, o Brasil segue registrando circulação viral expressiva, mantendo a doença como prioridade nacional de vigilância epidemiológica. Segundo dados atualizados do Ministério da Saúde, o país apresentou redução de 75% no número de casos em 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior, mas ainda com grande pressão sobre os serviços de saúde.

Nesse contexto, a Labtest marca um novo capítulo na medicina diagnóstica nacional ao se tornar a primeira empresa brasileira a disponibilizar no mercado o exame de Dengue NS1 por quimioluminescência (CLIA), uma inovação que eleva o padrão do diagnóstico precoce da dengue no país.

O papel crítico do antígeno NS1 no diagnóstico precoce da dengue

O antígeno NS1 (Non-Structural Protein 1) é um dos biomarcadores mais relevantes para detecção precoce da infecção por dengue. Ele pode ser identificado nos primeiros dias de sintomas, geralmente entre o 1º e o 5º dia de doença, período em que a carga viral é mais elevada e a intervenção clínica precoce pode ser decisiva para o manejo adequado do paciente.

Historicamente, no Brasil, a pesquisa de NS1 esteve amplamente restrita aos testes rápidos imunocromatográficos, metodologia que trouxe ganhos importantes em acesso, porém apresenta limitações analíticas conhecidas, especialmente em sensibilidade, padronização e escalabilidade laboratorial.

O avanço da quimioluminescência: mais robustez para o diagnóstico da dengue

A introdução do Dengue NS1 por CLIA (Chemiluminescent Immunoassay) representa uma mudança de paradigma no diagnóstico laboratorial da dengue.

Maior sensibilidade e desempenho analítico

O Dengue NS1 Ag Reagent Kit Labtest demonstrou sensibilidade clínica de 99,33% e especificidade de 99,82%, com concordância global de 99,15% em comparação com método ELISA de referência.

Uma solução desenvolvida para a rotina laboratorial moderna

O teste foi projetado para utilização em analisadores dedicados aos reagentes de quimioluminescência da Labtest e oferece características alinhadas às demandas dos laboratórios de média e alta complexidade:

  • Automação completa e alta produtividade;
  • Processamento totalmente automatizado;
  • Redução da manipulação manual;
  • Menor risco de erro operacional;
  • Integração ao fluxo de rotina laboratorial.

Resultados padronizados e reprodutíveis.

O método apresentou coeficientes de variação inferiores a 5% nos estudos de precisão intra e interensaio, demonstrando alta robustez analítica.

Estabilidade operacional

Reagentes estáveis até o vencimento quando armazenados entre 2–8 °C;

Após abertura: estabilidade de 60 dias refrigerado;

Estabilidade onboard de 45 dias, favorecendo gestão eficiente de rotina laboratorial.

Impacto clínico e epidemiológico

A introdução de um teste NS1 automatizado por quimioluminescência no mercado brasileiro representa um ganho importante para toda a cadeia de cuidado em saúde:

Para o paciente

  • Diagnóstico mais precoce e confiável;
  • Maior chance de monitoramento oportuno;
  • Melhor estratificação de risco clínico.

Para médicos e hospitais

  • Mais segurança no diagnóstico diferencial de síndromes febris agudas;
  • Melhor suporte à decisão clínica nos primeiros dias da doença.

Para laboratórios

  • Diferenciação tecnológica frente ao mercado;
  • Maior capacidade de processamento em períodos epidêmicos;
  • Redução de subjetividade associada à leitura visual de testes rápidos.

Para a saúde pública

  • Maior robustez na vigilância epidemiológica;
  • Melhor confiabilidade dos dados laboratoriais;
  • Fortalecimento da resposta nacional a surtos de arboviroses.

Inovação nacional para um desafio nacional

Ao lançar o primeiro teste brasileiro de Dengue NS1 por quimioluminescência, a Labtest reforça seu compromisso com a inovação diagnóstica e com o desenvolvimento de soluções alinhadas às necessidades epidemiológicas do país.

Mais do que ampliar o portfólio laboratorial, esta inovação representa um avanço estratégico para o fortalecimento da medicina diagnóstica nacional em um cenário onde rapidez, precisão e escalabilidade são indispensáveis.

Com o Dengue NS1 por CLIA, a Labtest inaugura uma nova era no diagnóstico da dengue no Brasil.

 

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Brasil reduz casos de dengue em 75% e avança no controle de doenças infecciosas. Brasília: Ministério da Saúde; 2026. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2026/abril/brasil-reduz-casos-de-dengue-em-75-e-avanca-no-controle-de-doencas-infecciosas
  2. World Health Organization (WHO). Enhancing dengue diagnosis and case management. Geneva: WHO; 2025. Disponível em: https://www.who.int/activities/enhancing-dengue-diagnosis-and-case-management
  3. Hang VT, Nguyet NM, Trung DT, et al. Diagnostic Accuracy of NS1 ELISA and Lateral Flow Rapid Tests for Dengue Sensitivity, Specificity and
  4. Relationship to Viraemia and Antibody Responses. PLoS Neglected Tropical Diseases. 2009;3(1):e360. doi:10.1371/journal.pntd.0000360.
  5. Halstead SB. Dengue. Lancet. 2007;370(9599):1644–1652. doi:10.1016/S0140-6736(07)61687-0.
  6. Bhatt S, Gething PW, Brady OJ, et al. The global distribution and burden of dengue. Nature. 2013;496(7446):504–507. doi:10.1038/nature12060.
  7. Labtest Diagnóstica S.A. Dengue NS1 Ag Reagent Kit – Instruções de Uso. Ref. 4070. Versão 00. Lagoa Santa: Labtest Diagnóstica; 2025.