O dia 6 de abril marca o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são responsáveis por 32% dos óbitos em escala global, sendo 85% causadas por infarto agudo do miocárdio (IAM) e acidente vascular cerebral (AVC).¹ No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, em 2023 foram registrados 211,5 óbitos/100 mil habitantes associados à hipertensão.² 

A hipertensão é um importante fator de risco para o desenvolvimento de aterosclerose e trombose. Essas condições manifestam-se principalmente por meio de eventos isquêmicos que podem afetar o coração, o cérebro, a circulação periférica e os rins, com impacto significativo na saúde e na qualidade de vida dos pacientes.

As complicações decorrentes da hipertensão podem ser prevenidas com os tratamentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esse cenário contribui para o avanço das doenças cardiovasculares e para o aumento de casos graves e atendimentos de urgência. Diante disso, o diagnóstico precoce torna-se essencial para reduzir riscos e promover melhor qualidade de vida.

Além dos exames de imagem, as dosagens de marcadores cardíacos desempenham um papel importante tanto em situações de emergência quanto na prevenção. Em contextos emergenciais, esses marcadores atuam como ferramentas auxiliares no diagnóstico. Já no acompanhamento da hipertensão ou após um acidente vascular, seu uso contribui para a estratificação de risco e para a prevenção de novos eventos.

A linha Quimioluminescência Labtest possui um portfólio robusto para avaliação cardiovascular. Para diagnóstico auxiliar e monitoramento de IAM estão disponíveis três reagentes:

  • Superflex Myoglobin Ref. SDX-57019
  • Superflex Creatine Kinase-MB Ref. SDX-57011 
  • Superflex High Sensitivity Cardiac Troponin I Ref. SDX-57015 

A mioglobina é uma proteína do grupo heme, presente nas células musculares esqueléticas e cardíacas, responsável pelo armazenamento e transporte de oxigênio nesses tecidos. Em situações de lesão muscular, especialmente no músculo cardíaco, sua liberação na corrente sanguínea ocorre de forma precoce, o que a torna um marcador útil na avaliação inicial de eventos agudos, proporcionando alta sensibilidade para o teste Superflex Myoglobin. 

A creatina quinase (CK) é uma enzima essencial para o metabolismo energético muscular. A elevação da fração MB (CK-MB) está associada ao infarto do miocárdio, mas também pode ocorrer em casos de lesão das fibras musculares esqueléticas. Por isso, a interpretação dos resultados, especialmente em testes como o Superflex Creatine Kinase-MB, exige rigor clínico e análise criteriosa do contexto do paciente.

A troponina I é uma proteína altamente específica do músculo cardíaco, amplamente utilizada como marcador de lesão miocárdica. A elevada sensibilidade e especificidade do kit Superflex High Sensitivity Cardiac Troponin I tornam-no uma ferramenta confiável e vantajosa para uso em ambiente hospitalar, especialmente na detecção precoce de eventos cardíacos.

Marcador  Localização Início da elevação Pico de elevação Normalização
CK-MB Músculo esquelético e cardíaco 4-6 horas 12-36 horas 3-4 dias 
Mioglobina Músculo esquelético e cardíaco 2-4 horas 8-10 horas  24 horas 
Troponina I Ultrassensível Músculo cardíaco 4-8 horas 14-36 horas  3-7 dias 

 

Além dos testes para IAM, o portfólio de marcadores cardíacos Labtest inclui mais dois kits:

  • Superflex NT-proBNP Ref. SDX-57024
  • Superflex D-Dimer Ref. SDX-57036 

O teste Superflex NT-proBNP Ref. SDX-57024 detecta a presença de N-terminal do pró-peptídeo natriurético cerebral. Este peptídeo é sintetizado pelos miócitos ventriculares após expansão de volume ou sobrecarga de pressão. Esse marcador é útil para diagnóstico da insuficiência cardíaca e disfunção ventricular. 

O teste Superflex D-Dimer Ref. SDX-57036 detecta a presença de D-Dímero, fragmento da degradação da fibrina. Esse marcador indica a presença de trombo, auxiliando assim no diagnóstico auxiliar de tromboembolismo venoso e embolia pulmonar. 

Diante da elevada prevalência da hipertensão arterial e de seu impacto significativo na morbimortalidade cardiovascular, a adoção de estratégias diagnósticas eficazes é indispensável. Nesse contexto, os marcadores cardíacos por quimioluminescência destacam-se como ferramentas sensíveis, específicas e de rápida resposta, contribuindo tanto para o diagnóstico precoce quanto para o monitoramento clínico.

Referências: 

1- ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Doenças cardiovasculares (DCVs). OMS, 2025. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/cardiovascular-diseases-(cvds). Acesso em: 14 abr. 2026. 

2- MINISTÉRIO DA SAÚDE. Morbimortalidade por hipertensão no Brasil entre 2006 e 2023. Brasília, 15 set. 2025. 

3- Labtest. Dados de Arquivo.