A Leucemia Mieloide Crônica (LMC) é caracterizada pela expansão de células da linhagem mieloide e está associada a uma alteração genética envolvendo os cromossomos 9 e 22. Conhecer suas características contribui para a conscientização sobre a doença e reforça a importância do diagnóstico.

Figura 1: Imagem ilustrativa da translocação gênica entre os cromossomos 9 e 22.

Atualmente, técnicas mais sensíveis e específicas são empregadas no diagnóstico de LMC, como a citometria de fluxo, citogenética e biologia molecular. No entanto, os hemogramas, realizados rotineiramente, constituem a principal porta de entrada para o diagnóstico, uma vez que as leucemias não possuem sintomas específicos que permitam avaliação apenas clínica.

A LMC costuma cursar em três fases distintas: fase crônica, fase acelerada e crise blástica. Os sintomas de cada fase não são bem definidos, mas costumam incluir anemia; dor nas articulações; hepatoesplenomegalia; formigamento nas palmas das mãos, devido à compressão de nervos periféricos; e sintomas de hipercatabolismo, como fadiga e febre.

O principal marcador observado nas leucemias é a leucocitose expressiva. No caso da LMC observa-se forte desvio à esquerda (aumento de neutrófilos imaturos), aumento de basófilos e eosinófilos, e aumento crescente da contagem de blastos. Além disso, verifica-se anemia normocítica e normocrômica, ou seja, diminuição dos parâmetros RBC, HGB e HCT, sem alteração significativa de VCM e HCM.

Adaptado de Damasceno (2019), com dados extraídos de: Bain, 2004; Bollman & Giglio, 2011; Bortolheiro & Chiattone, 2008; Grando & Wagner, 2008; Swerdlow et al., 2008; Xavier et al., 2010.

Nesse sentido, a linha Aud H da Labtest pode auxiliar na rotina de hematologia e contribuir para a triagem de novos casos de leucemias, permitindo diagnóstico precoce e maiores chances de tratamento.

É importante ressaltar que em casos de achados suspeitos de leucemia, exames confirmatórios devem ser realizados.

A linha de equipamentos hematológicos Aud H possui três analisadores para atender diferentes demandas e rotinas laboratoriais, são eles:

Aud-H 3

  • Contagem diferencial de 3 partes: linfócitos, neutrófilos e MID (monócitos, eosinófilos e basófilos)
  • Capacidade de 40 amostras/hora

Aud-H 5

  • Contagem diferencial de 5 partes: linfócitos, neutrófilos, monócitos, eosinófilos e basófilos)
  • Capacidade de 60 amostras/hora
  • Possui gráfico de dispersão (scatter)

Aud-H 5 AL

  • Contagem diferencial de 5 partes: linfócitos, neutrófilos, monócitos, eosinófilos e basófilos).
  • Capacidade de 60 amostras/hora
  • Possibilidade de processar tubos fechados
  • Possui gráfico de dispersão (scatter).
  • Carregamento automático (Autoloader)

Figura 2: foto do analisador Aud-H 5 AL e do gráfico de dispersão (scatter)

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Referências:

SOSSELA, Fernanda Roberta; ZOPPAS, Fernanda Roberta de Antoni; WEBER, Liliana Portal. Leucemia Mieloide Crônica: aspectos clínicos, diagnóstico e principais alterações observadas no hemograma. SBAC, Caxias do Sul – RS, v. 58, n. 2, 2017. DOI: 10.21877/2448-3877.201700543

ROCHER, Bárbara Du. O que você sabe sobre citometria de fluxo? Descubra a versatilidade dessa técnica e as perspectivas de atuação profissional. BIORAD, out. 2023.

DAMASCENO, David Wendell Isacksson. Avaliação funcional de neutrófilos circulantes em portadores de Leucemia Mielóide Crônica antes e após o início do tratamento com mesilato de imatinibe. Belém – PA, 2019.

Labtest. Dados de arquivo.