A programação do Congresso Brasileiro de Análises Clínicas deste ano cresce no enfoque em gestão laboratorial. A 45ª edição do evento, que acontece nos dias 17 a 20 de junho, no Rio de Janeiro, traz conteúdo científico de peso, com palestras, workshops e expositores de todo o Brasil. Dentre as atividades mais “mão-na-massa” do Congresso, a Labtest oferece um workshop de boas práticas na gestão de custos do laboratório clínico, na segunda (18), a partir das 12h.

O workshop intitulado “Gestão de custos do Laboratório Clínico: como iniciar” é voltado para pessoas que estão começando a buscar conhecimento prático em processos da área. A abordagem é como um módulo inicial para a prática da gestão interna dos custos. Quem ministra o curso é uma dupla de profissionais do renomado Laboratório Geraldo Lustosa, o diretor Mozart Chaves e o controller Claudinei Teixeira Rodrigues.

A tendência pela profissionalização da gestão laboratorial já é notável na programação oficial do Congresso, mas é acima de tudo uma necessidade urgente para as empresas do ramo. Em um mercado de mais de 21 mil laboratórios de análises clínicas, é de se esperar uma concorrência acirrada. Essa é a situação no Brasil, segundo dados do CNESWeb – Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde.

São diversas empresas de origem familiar, de pequeno porte, e poucos grandes grupos. Esse contexto, somado a um histórico de recessão econômica no país, cria um cenário extremamente competitivo – e baseado em preço. Grandes grupos estão atuando em todo o território nacional, o que dificulta a sobrevivência dos laboratórios menores. Considerando que o atendimento particular não chega a 5% do volume de exames realizados nos laboratórios, segundo o Sebrae, a precificação passa ainda por questões de repasse e negociação com planos de saúde.

Nesse momento, a profissionalização da gestão de custos é mais do que um motor para o crescimento dos laboratórios – é qualidade essencial para a sua sobrevivência. Isso desde as operações financeiras internas da empresa, gastos operacionais, com recursos humanos e as retiradas feitas pelos proprietários, que precisam ser otimizadas, até se chegar ao nível da precificação competitiva.

“Convidamos parceiros que sabem muito bem do que estão falando. Hoje, o Lustosa possui uma administração muito mais complexa, mas foi dominando as ferramentas de gestão, desde as mais simples, que o laboratório conseguiu aprimorar seus resultados e alcançar a eficiência que possui hoje”, explica Ana Luiza Marcatto, Especialista de Produtos na Labtest.

Os palestrantes Mozart e Claudinei apostam em uma abordagem conceitual, que passa pela definição do que é custo, despesa, processo e como otimizar tudo isso. “Já não é possível ‘viver um dia de cada vez’ na administração dos laboratórios. Fazer reservas financeiras e desenvolver um planejamento tributário sempre foi importante, mas nunca esteve tão em evidência pelo governo e situação econômica do país,” dizem.

A dupla pretende fazer provocações que fomentem o conhecimento dos itens mais importantes na gestão financeira laboratorial. Começando pelo bê-á-bá da contabilidade, passando pela importância de formalizar custos de acordo com as exigências da Lei, eles esperam construir junto ao público um entendimento do que é necessário melhorar na gestão de cada um.

Para crescer no mercado atual, eles afirmam, é preciso primeiramente arrumar a casa. “Entender a importância de planejar e otimizar o operacional do laboratório é o primeiro passo para uma gestão de custos eficaz e lucrativa,” finaliza Mozart.